O que é a fertilização In Vitro (FIV) e qual é sua eficácia?

A fertilização In vitro (FIV) repete o processo natural e melhora as condições fisiológicas do casal, cumprindo os seguintes passos:

1. Indução da ovulação
Quando um casal se submete a tratamentos com Técnicas de Reprodução Assistida (seja esta In Vitro, ICSI, etc.) deve-se estimular o ovário com remédios, em doses variáveis para que produza mais de um folículo em cada ciclo (folículo é o lugar onde está o óvulo antes da ovulação).

2. Seguimento da indução da ovulação
Durante a administração da medicação, realiza-se uma monitorização ultra-sonográfica para verificação dos ovários quanto ao número e tamanho dos folículos. Além disso, realiza-se a dosagem dos níveis hormonais dos estrogênios que permitem definir o momento mais propício para realizar a aspiração dos folículos, visando uma maior quantidade possível de óvulos maduros.

3. Aspiração dos óvulos
Quando os folículos crescem um pouco e têm um tamanho adequado (aproximadamente entre 18 mm e 20 mm), efetua-se a aspiração de cada um deles. Para realizar este procedimento, a mulher recebe anestesia. Em seguida, com o auxílio do ultrassom, realiza-se a punção na parte superior da vagina, chegando a cada ovário, aspirando o líquido folicular, onde encontram-se os óvulos.

4. Amostra de sêmen
O homem colhe uma amostra de sêmen que será preparada no laboratório para ser utilizada durante o procedimento.

5. Fertilização In Vitro
Após algumas horas da obtenção dos óvulos e do preparo dos espermatozóides, realiza-se a fertilização em laboratório. Na fertilização in vitro, colocam-se os óvulos e os espermatozóides juntos em um meio de cultura, onde se espera que os espermatozóides fecundem os óvulos.

6. Desenvolvimento
Uma vez inseminados, os óvulos ficam incubados durante toda a noite. No dia seguinte, se constata se houve a fertilização. Os óvulos fertilizados continuam no meio de cultura para que prossiga seu desenvolvimento durante dois ou três dias. Neste período, já se atingiu o estado de embrião.

7. Transferência de embriões
De acordo com o desenvolvimento dos embriões, define-se com o médico o número de embriões que será transferido à mulher. Existem diferentes critérios nesta etapa: idade, causa da infertilidade, qualidade do embrião, etc. Mas, em geral, recomenda-se transferir até três embriões, diminuindo assim o risco de gravidez múltipla. A transferência é um procedimento muito simples, que não requer anestesia na paciente. Utiliza-se um catéter que passa através da entrada do colo uterino até a cavidade endometrial (lugar onde implantam-se os embriões) da mulher, onde eles são cuidadosamente depositados.

8. Implantação
É um conjunto de etapas pelas quais o embrião se adere e se implanta no endométrio. Após realizada a transferência dos embriões para o útero da mulher, eles terão que cumprir estas etapas para conseguir a gravidez.

9. Fase lútea
Em um ciclo natural, uma vez acontecida a ovulação, inicía-se a produção de um hormônio chamado progesterona que é muito importante para que a implantação ocorra. Geralmente quando se realiza uma aspiração folicular, a produção de progesterona é insuficiente, razão pela qual é necessário administrar progesterona intramuscular, oral ou vaginal após a aspiração. O período de administração de progesterona varia, de acordo com cada caso, podendo ser administrada até a 12ª semana da gestação.

10. Teste de gravidez
O teste de gravidez realiza-se entre o dia 12 e 14 após a transferência dos embriões. Medem-se os níveis sanguíneos de um hormônio que se produz no tecido que vai formar a placenta, que se chama hCG (hormônio gonadotrofina coriônica).

Na América Latina existe uma taxa global de gravidez de 27.8% por ciclo de tratamento de Fertilização In Vitro (FIV), de acordo com o Registro Latino-americano de 1998.